A segunda artista que integra a nossa série Mulheres na arte, pintoras importantes é a mexicana dona de um peculiar olhar formado por grossas sobrancelhas; mulher de cabelos escuros, sempre com trajes bem coloridos. De quem estamos falando? De Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida apenas como Frida Kahlo.

 

A dor é uma marca na vida de Frida Kahlo…

Kahlo é bastante conhecida devido ao acidente que sofreu na juventude (a artista correu risco de morte em razão do para-choque que atravessou sua pélvis durante a colisão de um bonde, em que ela estava, com um trem). Infelizmente, essa tragédia trouxe sequelas para a vida da pintora mexicana que passou a viver com fortes dores em seu corpo e a ter de usar coletes ortopédicos. Além disso, posteriormente, ela teve de amputar a perna. A dor é uma marca na vida de Frida Kahlo, que além de ter de enfrentar 35 cirurgias devido a esse acidente, sofreu, ainda, na infância, com poliomielite. Tal doença deixou uma lesão em seu pé, fato que fez com que ela recebesse, quando criança, o apelido de “Frida perna de pau”. Talvez, seja daí o uso de longas saias e calças estampadas, o que, posteriormente, se tornou uma referência à pintora.

 

Uma curiosidade: o estilo das roupas de Frida, com cores vibrantes, além de transformar em uma tendência, recebeu uma exposição.

A artista foi casada com o mexicano Diego Rivera, também pintor e muralista e teve como amante, segundo consta nas biografias da pintora, o russo Leon Trotsky. A relação com seu marido foi bastante intensa: Kahlo, em seu diário, assim escreveu para o cônjuge: “Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles.” Aliás, seu caderno com várias anotações da pintora se transformou em um livro.

A vida da pintora foi, resumidamente, marcada pela militância (Kahlo fez parte do partido comunista), pelo amor às artes e pelas excentricidades pessoais, com os seus casos extraconjugais. Sua morte ocorreu em 1954, quando a artista tinha 47 anos de idade.

Sua pintura retrata da feminilidade de um modo ímpar, desafiando os padrões da sociedade.

Muitas obras de Frida são biográficas.

 

 

Confira a seguir algumas de suas belas e peculiares telas.

Autorretrato em Um Vestido de Veludo (1926)

 

 

O Ônibus (1929)

Hospital Henry Ford (1932)

As Duas Fridas (1939)

 

Viva la Vida (1954)

 

A artista possui uma extensa crítica bibliográfica, sendo reconhecida no cenário internacional. Feminista de ideologias radicais em se tratando de política, Frida Kahlo é um ícone da arte latino-americana moderna e, claro, não podia faltar na nossa série sobre pintoras importantes, não é mesmo?

A próxima artista de que falaremos é brasileira. Tem algum palpite de quem será? Deixe nos comentários.

Até lá.