Como você viu já conosco que, ao longo dos séculos, a arte da pintura foi se dividindo em alguns estilos com específicas formas e características e, a partir do Renascimento, surgiu uma classificação denominada “gêneros da pintura”. Dando sequência a apresentação desses gêneros, hoje você descobrirá um pouco mais sobre a natureza-morta. Confira a seguir.

Pinta-se algo que morreu na natureza?

Não, não! Ao contrário do que o nome pode sugerir, o gênero natureza-morta não se relaciona à morte diretamente. O foco deste tipo de pintura são objetos inanimados.

Qual o tema, então, da natureza-morta?

Neste tipo de pintura, predomina-se telas com mesas (seja de comida ou bebida), louças e talheres, frutas, flores, plantas, instrumentos musicais ou objetos de uso diário, como ferramentas. No geral, sempre se tratam de figuras ligadas à vida doméstica, ao trabalho manual, aos hobbies, ao convívio social.

Contemporaneamente, sobretudo na fotografia, os artistas que se valem da natureza-morta têm, de certa forma, atualizado esse gênero se valendo, por exemplo, da representação de objetos mais modernos. Haja vista os trabalhos de Andy Warhol, famoso por suas obras sobre sopas e verduras enlatadas.

 

Curiosidade

A composição deste gênero se associa um pouco à pintura naturalista, pois os objetos são pintados com extrema riqueza de detalhes. Um ponto interessante sobre a natureza-morta na história da pintura é que ela permite uma liberdade maior de criação. A técnica (óleo ou aquarela, por exemplo) a ser utilizada pode ser escolhida livremente conforme a ideia que o artista quer desenvolver.

Principais artistas

A natureza-morta está localizada especialmente no período Barroco, no século XIX, e está presente na obra de pintores como Pieter Aertsen, Jacopo Bassano, Giuseppe Arcimboldo, Juan Sánchez Cotán.

Acredita-se que o gênero tenha iniciado com Caravaggio com as obras a seguir.

 – Baco (1593)

–  Cesto de Frutas (1596)

Veja que o ponto central deste tipo de pintura é “a expressão natural das coisas naturais” de uma forma pormenorizada.

Outro pintor de referência de natureza-morta é Jean-Siméon Chardin. Veja algumas composições:

 

Paul Cézanne é também um artista de destaque neste gênero. Certamente você conhece ou já ouviu falar de sua belíssima composição sobre maças:

As telas que abrem este post também são deles.

Por fim, você precisa saber que a natureza-morta apesar de nascer no século XIX perpassa toda a arte moderna, como pode ser visto em algumas composições de Pablo Picasso e mais contemporaneamente de Giorgio Morandi.  No Brasil, o gênero é representado por Albert Eckhout, Agostinho da Motta, Estêvão Silva, Pedro Alexandrino, Milton Dacosta, Maria Leontina e Iberê Camargo, dentre outros.

Agostinho José da Motta, 1873.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a natureza-morta na pintura? Tem alguma obra preferida sobre esse tema? Conte para nós nos comentários. Siga-nos e descubra incríveis obras e artistas com os Quadros Decorativos.