Dando sequência aos beijos famosos na arte, hoje, você conferirá a segunda parte desta série. A palavra “beijo” se origina do latim basium. Na língua latina, inclusive, havia três formas para definir o vocábulo: “basium”, “suavis” e “osculum”. O primeiro seria o beijo na boca, apaixonado, nos lábios; a segunda, o beijo amoroso, um beijo profundo, e a terceira o beijo no rosto, de forma amistosa.

Uma curiosidade: em Roma, os nobres influentes podiam beijar os lábios dos imperadores ao passo que quem não tinha tanto poder se limitada ao beijo nas mãos.

Nas artes, como já vimos, o beijo é recorrentemente pintado. Veja a seguir algumas importantes telas na segunda parte de nossa lista.

 

“Eros e Psiquê” (1787-1793)

Abrigada no Museu do Louvre, em Paris, a obra, em mármore, de Antonio Canova, revela Psiquê sendo ressuscitada pelo beijo do cupido Eros.

Engana-se quem pensa que só os beijos apaixonados têm espaço na arte. Os apanhados furtivamente também e um exemplo disso é a tela “Beijo roubado”, Jean-Honoré Fragonard. Nela, tem-se, em um gabinete, espaço que para a época era uma espécie de “sala íntima”, um possível admirador surpreendendo sua amada, o que pode ser visto pela expressão da jovem.

Um clássico que não pode faltar na nossa lista é a fotografia famosa de Alfred Eisenstaedt do beijo trocado na Times Square. A foto, “V-J Day in Times Square”, é símbolo do término da Segunda Guerra Mundial.

Ainda em relação a importantes fotografias, não podemos deixar de mencionar o “O beijo do Hotel de Ville”, de Robert Doisneau.

E em se falar em clássico, outra tela importante para a História da Arte é a de Pigmalião e Galateia, elementos da mitologia grega, esculpidos Jean-Léon Gérôme. Segundo a lenda, o rei Pigmalião cria uma escultura da mulher idealizada que ganha vida pela deusa Afrodite. A cena corresponde a ocasião em que o rei abraça a sua criatura humanizada.

 

Hércules e Ônfale

No Renascimento, destacamos o beijo pintado por François Boucher, que retratou Hércules na cama com Ônfale, rainha de Lídia, a quem o herói grego foi escravo.

 

Não pode faltar na nossa lista, a belíssima tela “Na cama, O Beijo”, de Toulose Lautrec. 

Com Edvard Munch e sua linda obra “Na janela”, chegamos ao final da penúltima parte de nossa série.

Na última, você descobrirá qual é o beijo mais famoso na arte de todos os tempos. Tens algum palpite? Conte para nós nos comentários.